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Alimentação Saudável e Sustentável nas Escolas

No âmbito do programa “Crescer Bem e Saudável”, inserido no Projeto Educativo Municipal, foi realizada mais uma sessão com alunos de diferentes escolas do município: Escola dos Ribeiros, Escola do Parque, Escola Conde Dias Garcia, Jardim-de-Infância da Devesa Velha, Jardim-de-Infância das Travessas e Escola Básica do 2º e 3º ciclo do agrupamento João da Silva Correia.
A sessão teve início com uma apresentação em que foi abordado o tema alimentação saudável e sustentável. Foi passado um filme, em formato de banda desenhada, em que Super-Heróis explicam às crianças a importância de terem uma alimentação mais nutritiva. O vídeo apresentado ao longo das sessões está disponível no Youtube AQUI. Para visitar este link basta pesquisar “Alimentação Saudável e Sustentável HD” diretamente na plataforma Youtube, e encontrará o vídeo.

Depois de esclarecidas e debatidas várias ideias e experiências, foi preparada juntamente com os alunos uma receita saudável e que evita ao máximo os desperdícios alimentares: queijadinhas de courgette e cenoura e ainda, um sumo de beterraba, laranja, maçã e cenoura.

Os alunos mostraram-se muito colaborantes e entusiasmados com a preparação das receitas e a sessão terminou com a degustação das mesmas e com a promessa, de parte dos alunos, de tornarem a sua alimentação mais saudável e mais preocupada com o meio ambiente.

Esperemos que no Futuro, as crianças de hoje sejam capazes de realizar uma alimentação mais saudável, reduzindo ao máximo o desperdício.

Atividade realizada por:
-Catarina Isabel Costa – Nutricionista
-Ana Catarina Silva – Estagiária de Dietética e Nutrição na Câmara Municipal de São João da Madeira

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Que consequências tem a nossa alimentação para o planeta?

junho

Atualmente é prioritária a reflexão sobre o impacto ambiental da sociedade a nível alimentar.

Nas últimas décadas, a população mundial sofreu um aumento exponencial, o que exigiu uma multiplicação de recursos alimentares que conseguisse acompanhar este aumento.
Para isso, houve um crescimento da produção alimentar intensiva tanto ao nível da agricultura, que recorre ao uso abusivo de fertilizantes, químicos e pesticidas, como ao nível da indústria, que leva à emissão dos gases de efeito de estufa e outros tipos de poluição.

O tipo de alimento produzido também tem um impacto no ambiente, sendo que a carne e os produtos lácteos são dos menos sustentáveis. Isto porque resultam na produção de maiores níveis de gases de estufa do que o total gerado por todo o sector dos transportes a nível mundial, como consequência da desflorestação e do uso de fertilizantes para o cultivo de plantações para alimentar o gado, que atualmente representam perto de um terço de toda a superfície sem gelo do planeta.

Já as decisões alimentares dos consumidores têm grande influência tanto na produção como na indústria. Desta forma a produção e a indústria vão ao encontro das necessidades dos consumidores e estes, por sua vez, são influenciados pela oferta da indústria, pelo seu poder de compra, pelos seus hábitos alimentares, entre outros. Das decisões do consumidor fazem parte a escolha do tipo de alimento, do tipo de produção, do processamento, dos métodos de conservação, da origem (relacionado com o transporte), das embalagens e da quantidade ingerida (relacionada com o desperdício), que vão determinar o impacto ambiental do consumidor ao nível da alimentação.

Neste âmbito, a exploração do conceito de alimentação sustentável é de extrema importância: uma alimentação sustentável tem por base o respeito da biodiversidade e ecossistemas, utilizando os recursos disponíveis sem comprometer o acesso das populações futuras aos alimentos.

Com as atitudes pouco sustentáveis da sociedade atual, quanto tempo mais vai o nosso planeta aguentar?

É necessário pensarmos um pouco mais sobre as implicações que a nossa alimentação tem para o planeta. Temos de tomar medidas em relação à sustentabilidade da dieta que seguimos, de forma a garantir o futuro alimentar das próximas gerações, nomeadamente na mesma quantidade e variedade de alimentos que temos disponíveis atualmente.

Por: Maria João Costa Silva, aluna finalista da licenciatura em Ciências da Nutrição da FCNAUP, em estágio na Câmara Municipal de S. João da Madeira

Referências bibliográficas:
1. Burlingame BD. Sustainable Diets and Biodiversity: Directions and Solutions for Policy, Research and Action. FAO, Nutritrion and Consumer Protection Division. FAO, Rome; 2010.
2. Bailey RH, D. R. Reviewing Interventions for Healthy and Sustainable Diets. Energy, Environment and Resources Department and the Centre on Global Health Security. 2015.
3. Steinfeld H, Gerber P, Wassenaar T, Castel V, Rosales M, Haan C. Livestock’s long shadow: environmental issues and options. LEAD, FAO, Rome, 2006.
4. Machovina B, Feeley KJ, Ripple WJ. Biodiversity conservation: The key is reducing meat consumption [Review]. The Science of the total environment. 2015.

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“Plantar, cheirar e cuidar” nos Jardins de Infância

De 11 de abril a 5 de maio decorreu o projeto “Plantar, cheirar e cuidar” nos Jardins de Infância de Carquejido, Devesa, Ribeiros, Travessas, Conde Dias Garcia, Parque, Fundo de Vila, Fontaínhas, e Casaldelo. Este projeto foi desenvolvido no âmbito do estágio curricular da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, a decorrer na Divisão da Educação da Câmara Municipal de São João da Madeira. Teve como objetivo sensibilizar as crianças para a redução do teor de sal adicionado nas refeições escolares e realizadas em casa, substituindo-o por ervas aromáticas, de forma que as crianças sejam veículos de informação nas suas casas.

Numa primeira sessão, foi explicado o mecanismo do aumento da pressão arterial relacionado com o consumo de sal e os malefícios para a saúde associados. Foram apresentadas as diferentes ervas aromáticas, apelando aos sentidos das crianças (visão, tato, olfato). De seguida, foi hora de meter as “mãos à obra” e construir uma horta vertical com várias ervas aromáticas, incluindo o alecrim, o cebolinho, o estragão, a hortelã, a salsa e o tomilho. Esta horta foi construída reutilizando garrafões de água e ficou ao cuidado de cada turma.

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Já na segunda sessão, o objetivo era reforçar os conhecimentos adquiridos na sessão anterior, através da apresentação PowerPoint, e ainda de um vídeo que explicava como as plantas crescem e como temos de ser pacientes nesse processo. Na parte prática da sessão, as crianças tiveram a oportunidade de semear uma erva aromática, num vaso personalizado a partir de um pacote de leite escolar.

Para concluir o projeto, cada criança recebeu o “Manual das ervas aromáticas”, construído de forma a ser lido em família, que contém uma explicação dos malefícios do sal, dos benefícios das ervas aromáticas, a sazonalidade das ervas aromáticas, dicas de preparações culinárias para as quais as ervas são indicadas, orientações para cuidar da erva aromática plantada e ainda algumas atividades divertidas para as crianças realizarem.

O projeto foi bem sucedido, conseguindo transmitir às crianças que o sal faz mal à saúde, como funciona o sistema cardiovascular, o que são as ervas aromáticas e ainda ensinando sobre o desenvolvimento das plantas, num ambiente divertido e promotor do conhecimento.

Tendo em conta o consumo excessivo de sal que se verifica nas crianças portuguesas, ao tornarmos a escola num ambiente promotor da substituição do sal pelas ervas aromáticas, isto vai contribuir em muito para reduzir o consumo de diário de sal e assim prevenir o desenvolvimento futuro de doenças do foro cardiovascular.

Por: Maria João Costa Silva, aluna finalista da licenciatura em Ciências da Nutrição da FCNAUP, em estágio na Câmara Municipal de S. João da Madeira
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Maio: Mês do Coração

maio

No âmbito da celebração deste mês, é importante falar-se sobre as doenças e os fatores de risco que afetam o motor do nosso corpo – o coração.

Todas as células do nosso organismo necessitam de oxigénio e outros elementos para o seu funcionamento. O veículo de transporte destas substâncias é o sangue, que viaja no sistema circulatório, e o motor deste sistema é o coração.

As doenças do foro cardiovascular afetam o coração e/ou o sistema circulatório, responsável pela receção do sangue bombeado, distribuição e retorno do mesmo ao coração. Apesar da incidência destas doenças estar a diminuir, estas continuam a ser a principal causa de morte no nosso país.

Como tal, é necessário priorizar a prevenção destas doenças removendo do nosso organismo fatores de risco como:
• Dislipidemias – anomalias quantitativas ou qualitativas das gorduras no sangue, que podem resultar de um aumento dos triglicerídeos, do colesterol, de uma redução dos níveis de HDL (o “bom” colesterol) ou de uma mistura destes fatores. Estas anomalias levam à acumulação de gordura nas paredes das artérias, provocando a obstrução do fluxo do sangue. A ingestão frequente de alimentos ricos em gorduras, nomeadamente as gorduras saturadas e as trans, contribui para o rápido aumento do nível de gorduras no nosso organismo contribuindo para o desenvolvimento das dislipidemias;
• Diabetes – patologia caracterizada pela ausência ou insuficiência de insulina que leva à acumulação de glicose no sangue e, consequentemente, esta vai levar à deterioração progressiva dos nossos vasos sanguíneos. O consumo de produtos açucarados como refrigerantes, bolos e guloseimas aumenta a probabilidade do desenvolvimento desta patologia;
• Hipertensão – quando a tensão que o sangue exerce ao circular nos vasos sanguíneos está aumentada, o coração tem de esforçar-se mais para fazer circular o sangue. Nestes casos, o esforço leva a que a massa muscular do coração aumente o que, com o passar do tempo, pode provocar patologias cardíacas. O sal, tanto aquele presente naturalmente nos alimentos como aquele que é adicionado, é o principal inimigo da tensão arterial provocando o seu aumento;
• Tabagismo – as substâncias tóxicas presentes no tabaco afetam alguns dos órgãos mais importantes e tornam o organismo mais suscetível ao desenvolvimento de patologias.
Para isso, devemos fazer escolhas que conduzam a um estilo de vida saudável, nomeadamente:
• Aumentar o consumo de fruta e hortícolas, nomeadamente com a inclusão de 2 sopas de hortícolas e a ingestão de 3 peças de frutas por dia;
• Reduzir o teor de gordura, principalmente as gorduras saturadas e trans;
• Restringir a ingestão de sal, substituindo-o por ervas aromáticas que, para além de conferirem sabor à comida, têm ainda múltiplos benefícios para o nosso organismo;
• Manter o peso adequado à estatura (IMC);
• Praticar exercício físico regular, fortalecendo assim o coração e ajudando também no desgaste da gordura;
• Moderação no consumo de álcool;
• Não fumar.

Vigie frequentemente a sua saúde cardiovascular e siga um estilo de vida saudável, ajudando a diminuir a incidência destas doenças em Portugal.
Por: Maria João Costa Silva, aluna finalista da licenciatura em Ciências da Nutrição da FCNAUP, em estágio na Câmara Municipal de S. João da Madeira

Referências bibliográficas:
1. Direção-Geral da Saúde. Portugal – Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015. 2015. Disponível em: https://www.dgs.pt/em-destaque/portugal-doencas-cerebro-cardiovasculares-em-numeros-201511.aspx
2. Federação Portuguesa de Cardiologia. Saúde do Coração – Fatores de Risco. 2016. Disponível em: http://www.fpcardiologia.pt/saude-do-coracao/factores-de-risco/
3. Direção-Geral da Saúde. Um Fim De Semana A Cuidar Do Seu Coração 2015. Disponível em: http://nutrimento.pt/noticias/um-fim-de-semana-a-cuidar-do-seu-coracao/

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Jardim de Infância da Devesa no “Sábados à Descoberta em Família”

No passado sábado o programa “Sábados à Descoberta em Família” chegou às famílias do Jardim de Infância da Devesa Velha. As atividades decorreram no Mercado Municipal sob a temática da Alimentação Saudável.

Num primeiro momento, as famílias foram à descoberta dos teores de açúcar e gordura presentes em alimentos que compõem habitualmente os pequenos-almoços e lanches. O objetivo principal foi alertar essencialmente os adultos, para a necessidades de cuidados redobrados, na preparação destas refeições. Num segundo momento foi abordada a importância da substituição do sal pelas ervas aromáticas e os benefícios associados, não só para a saúde, mas também os ganhos na preparação e confeção de refeições. Os presentes foram desafiados a prepararem uma pequenina horta de ervas aromáticas, que puderam levar para casa. Para terminar, foram testados os conhecimentos dos presentes sobre alimentação saudável na Roleta da Alimentação. Em cada questão, foram explicadas conceitos e retiradas dúvidas. Os participantes foram condecorados com o autocolante “Sábados à descoberta”, por cada resposta correta.

Promover momentos propícios à criatividade, à espontaneidade e ao convívio familiar e desenvolver atividades ligadas às artes, à leitura, ao património, ao desporto, à educação alimentar e ambiental e à fruição dos espaços públicos, são alguns dos objetivos do programa «Sábados à descoberta em família». O programa decorreu ao longo do ano letivo abrangendo todas as associações de pais das Escolas EB1/JI do concelho. O fecho decorrerá no próximo sábado, na Escola EB1/JI dos Ribeiros.

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Mais uma sessão do programa “Crescer bem e saudável”

No âmbito do programa “Crescer Bem e Saudável”, inserido no Projeto Educativo Municipal, foi realizada mais uma sessão prática com alguns adolescentes do Orreiro.

No seguimento da celebração do dia do chocolate no passado dia 26, foi mostrado aos jovens que o chocolate pode trazer benefícios para a saúde, desde que seja consumido com moderação, associado a uma alimentação saudável e conjugado com a prática do exercício físico.

A sessão teve início com uma apresentação sobre o chocolate, onde foi abordada a sua origem, modo de preparação do cacau, preparação do chocolate e diferenças entre os vários tipos de chocolate, assim como os benefícios associados ao chocolate na forma mais pura.

Depois de esclarecidas algumas dúvidas, foram preparados vários tipos de bombons com recheio de frutos, entre os quais morango, kiwi, laranja, banana e amêndoa, e ainda com recheio de coco, sementes de girassol, cereais integrais e iogurte.

Como alternativa aos sumos e refrigerantes, foi preparada uma água frutada com morango, kiwi e hortelã, fundamental à hidratação, rica em vitaminas, minerais e fibra.

A sessão terminou com um brinde e compromisso dos jovens, relativamente ao consumo do chocolate, ou seja, moderação, alimentação equilibrada e prática de exercício físico regular.

Por: Catarina Costa, nutricionista

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22 Março: Dia Mundial da Água – o bem mais essencial

aguaEstando hoje a festejar-se o Dia Mundial da Água, é pertinente falar-se um pouco sobre este tema, tentando esclarecer algumas questões e alertar para a importância da ingestão frequente de água, quer pela criança, quer no adulto.

Porque devemos beber água?

A água constitui cerca de 75% do corpo do bebé, reduzindo gradualmente para 60% no adulto. É responsável por transportar nutrientes e oxigénio a todas as células, regular a temperatura corporal, manter a hidratação de todos os tecidos, lubrificar as articulações e, ainda, por limpar o nosso organismo de produtos resultantes do metabolismo, através da urina, reduzindo a carga para os rins na filtração. Reduz ainda a ingestão energética e é responsável pela manutenção do desempenho cognitivo e desportivo.

É frequente as crianças se esquecerem de beber água ou trocarem-na por bebidas açucaradas, o que pode contribuir para a obesidade. É, por isso, muito importante estarmos vigilantes no que toca à ingestão de líquidos pelas crianças, privilegiando sempre a água.

Quanta água devemos beber por dia?

A quantidade de água diária aconselhada para consumo não tem um valor definido, podendo variar entre 1,5 – 2 L de água por dia, segundo as recomendações da Direção Geral da Saúde, tendo em conta vários fatores que influenciam as nossas necessidades.

Fatores como o clima, atividade física, estados de doença, a gravidez e o aleitamento aumentam as necessidades hídricas, quer pelo aumento das perdas, quer pelo aumento das necessidades.

Como posso ajudar o meu filho(a) a manter-se hidratado(a)?

Pode ser complicado certificar-se que o seu filho bebe a água necessária, pois muitas alternativas aliciantes podem aparecer no dia-a-dia. Deixo então aqui um conjunto de dicas que o podem ajudar a atingir esse objetivo:

  • Quando realizar refeições fora de casa, peça água como bebida pois, para além de poupar dinheiro, ainda está a cuidar da saúde. Em casa não se esqueça que também é importante trocar as bebidas açucaradas por água;
  • Transporte sempre consigo uma garrafa de água e faça com que o seu filho faça o mesmo, para que a água esteja sempre disponível durante o dia;
  • Para promover o consumo, aromatize a água através da adição de rodelas de fruta;
  • Privilegie o consumo de fruta e hortícolas pois estes têm uma elevada percentagem de água;
  • Tenha também atenção à necessidade de aumentar o consumo de água durante o exercício físico, pois as necessidades hídricas aumentam.Neste dia, não se esqueça da importância da água. Num mundo em que o acesso a água potável não está ainda assegurado para cerca de 663 milhões de pessoas, temos que valorizar este bem! Por isso, mantenha-se hidratado e mantenha os seus filhos hidratados, ajude-os a crescer de forma saudável!

    Por: Maria João Silva, aluna finalista do curso de licenciatura em ciências da nutrição da FCNAUP, em estágio na Câmara Municipal de S. João da Madeira (foto: fonte – Naturalhydration)
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